Comecei odiando, mas terminei achando bom o novo filme de Brian De Palma. Os elementos kitsch das tramas de suspense mais consagradas do cineasta voltam à tona em Femme Fatale, onde De Palma, pela enésima vez, tenta ser Hitchcock. Dessa vez, as reviravoltas, câmeras inteligentes e edição ágil e não linear ajudam no intento do diretor, mas Femme Fatale seria um Hitchcock muito do menor. Falar sobre a trama seria estragar qualquer surpresa, mas pode-se dizer que o filme trata sobre a identidade e as possibilidades que ela nos dá. O clima fiftie está por todo o filme. Na cena no bar do hotel, a luz e a roupa deixam Rebecca Romijn-Stamos parecida com Kim Novak em Um Corpo Que Cai (58). Intencional, aposto. No fim, apesar de uma extrema conciliação em seu desfecho, Femme Fatale é divertido. Pena é ter que agüentar o Banderas por duas horas.

Femme Fatale EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Femme Fatale, Brian De Palma, 2002]

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