Entrei na sessão de Não Me Abandone Jamais completamente virgem de informações sobre o filme e dou de cara com um romance a la anos 70 inserido numa história de ficção-científica, baseada num livro escrito pelo autor de Vestígios do Dia, o japonês Kazuo Ishiguro. Esta mistura curiosa deixa o filme tão esquisitinho que mesmo quando ele passa pelos lugares comuns fica interessante. Esse ar retrô é o maior acerto do filme de Mark Romanek, que já tinha dirigido aquela bobagem chamada Retratos de uma Obsessão, e aqui se recupera e acerta na atmosfera ao mesmo tempo estranha e etérea e simples e melancólica. Diante de um elenco de jovens revelações em momento apagadinho, é a veterana Charlotte Rampling quem rouba a cena. A trilha da Rachel Portman é bonita, mas talvez excessiva.

Não Me Deixe Jamais EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Never Let Me Go, Mark Romanek, 2010]

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3 comentários sobre “Não Me Abandone Jamais”

  1. Acho que o fator romance é todo excessivo no filme, e ainda vem com aquela roupagem de tristeza e dor que parece implorar para que o espectador se emocione a todo custo. O elenco estaria melhor se não insistisse na cara de pena o tempo todo. Mas me surpreendeu o trabalho do Garfield, dono de um personagem bobo, mas bem interpretado.

  2. Não tenho tradução, achei o filme de uma sensibilidade belíssima. Sai do cinema partido. Aliás, eu só não, várias pessoas e amigos com quem compartilhei a sessão de domingo. Dois filmes que me arrebataram o coração este ano, BLUE VALENTINE e NEVER LET ME GO. Não que sejam necessariamente perfeitamente técnicos, é que para mim traduiziu e despertou emoções que até então pensei que estivessem adormecidas. É meu caro Chico, emoções acima das minhas razões. Um abraço.

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