O Hospedeiro

Foi uma decepção imensa ver que O Hospedeiro só estreou em salas de shopping em São Paulo. O melhor filme que eu vi no Festival do Rio em 2006 é um filme coreano, de monstro, surpreendente. Além de ser um delicioso herdeiro dos filmes orientais de ação e terror, é uma afiadíssima crônica/crítica ao militarismo, às guerras, ao terror biológico e ao imperalismo de qualquer governo. Ao mesmo tempo em que joga o espectador numa ação interminável, apoiado numa trilha sonora maravilhosa, montagem corretíssima e num texto afiado, do humor à crítica, tem atores cativantes que assumem com dedicação a tarefa de fazer um filme-família. O mais empolgante é que o filme não tem a mínima vergonha de ser o que é. No meu prêmio pessoal de melhores do ano passado (vistos por mim no cinema), além de ter sido um dos cinco finalistas a melhor filme e ter ganho como melhor roteiro original, o filme concorreu ao todo em 5 categorias. Espero revê-lo em breve para escrever mais por aqui.

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[Gwoemul, Bong Joon-ho, 2006]

 

Comentários

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8 comentários sobre “O Hospedeiro”

  1. Assisti a este filme hoje. Adoro os comentário deste blog, porém, em relação a este filme, tenho que discordar, pois, não passa de uma imitação fraquinha de um “evolução” coreano…

  2. Eles são donos do Belas Artes, é mesmo muito estranho. Creio que querem evitar misturar pra deixar claro para que público pensam que o filme foi feito… Acho que ele tem capacidade de cativar em qualquer um dos espaços.

  3. Sabe que eu acho bem legal ele passar em shoppings? Revi o filme no Santa Cruz e o público reagiu muito bem. Espero que faça sucesso.

    Só não dá pra entender mesmo a ausência dele no Belas Artes (já que é distribuído pela Pandora, que sempre enfia seus filmes lá).

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