A direção é do responsável por Ace Ventura, o roteiro é do mesmo escritor de Ace Ventura 2 e as caretas são as do ator dos dois filmes citados. O destino de Todo-Poderoso não poderia ser diferente: é mais um veículo para Jim Carrey exercer seu poder de fazer rir. E, guardadas as restrições sobre os pastelões, Carrey faz isso bem.

O problema aqui, como em todos os filmes do ator, é o mesmo: poucas idéias. Todo-Poderoso se reveste de chavões e aposta totalmente no talento do comediante, que é muito melhor quando é um ator dramático (ótimo, em O Show de Truman, e excelente, em O Mundo de Andy).

Carrey interpreta um jornalista de TV cujo sonho é ser âncora. No dia em que esta chance aparece e vai embora, ele culpa Deus e o mundo. E Deus ouve. E, na forma de Morgan Freeman, resolve colocar Carrey em seu lugar enquanto sai de férias. A sinopse desenha tudo o que se vai achar no filme. Algumas piadas são boas, mas no geral tudo é apenas engraçadinho, o que é morte certa para uma comédia.

O melhor momento do filme é certamente quando o personagem de Carrey começa a testa seus poderes de Deus. Numa lanchonete, a sopa de tomate vira objeto para a divisão das águas do Mar Vermelho. Os fãs do Jim Carrey do riso fácil não devem concordar. As gargalhadas eram fartas na sala de projeção, mesmo nas cenas que repetem o que já se viu centenas de vezes. Um bônus do filme é a presença sempre luminosa de Jennifer Aniston, que, se não tem um papel forte ou uma cena marcante, faz qualquer um ficar feliz só de olhar pra ela.

Todo-Poderoso EstrelinhaEstrelinha
[Bruce Almighty, Tom Shadyac, 2003]

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