Transylvania fica no meio do caminho, o que não é nada mal para um road movie (étnico no caso do estilo de filme que Tony Gatlif parece querer desenvolver). O problema é, diferentemente do anterior Exílios, falta um certo encanto à história da cigana que busca um ex-amor e encontra outro parceiro. A culpa não é de Asia Argento, que cada vez usa sua naturalidade a favor do seu trabalho como atriz, ou de Biron Ünel, bem mais crível do que no fraquinho Contra a Parede, de Fatih Akin, mas do próprio roteiro – aberto demais e, por causa disso, sem foco. Gatlif parece ter se dedicado bem mais à trilha do que a suas outras atribuições.

Transylvania estrelinhaestrelinha
[Transylvania, Tony Gatlif, 2006]

Na vida real: na sessão deste filme, materializei os quatro anos de amizade virtual com o grande Diego Maia, com quem pretendo dividir muitas outras sessões.

nas picapes: pra_te_lembrar, caetano veloso

Comentários

comentários

8 thoughts on “Transylvania”

  1. Err… juro que não lembro mais do plano final, embora a fotografia seja realmente uma das melhores coisas do filme, embora não tão bonita quanto a de “Exílios”.

    Ailton, “Contra a Parede” não é parâmetro, né? Ele está bem melhor nesse aqui.

  2. Vou ser do contra aqui, Contra a Parede é um dos meus filmes favoritos, acho que assisti umas 4 vezes e tenho o DVD ainda 🙂 . Vou dar uma conferida nos outros dois para comparar.

  3. “Cada um é cada um”, já diria o profeta. Eu não gostei nada do ‘Contra a Parede’, mas sei que tem bastante gente que é fã do filme.

    Ninguém vai me lembrar da cena final de ‘Transylvania”?

  4. Ok, o final do filme – SPOILERS: Biron Ünel alucina que a Asia Argento abandonou ele. Ele pára o carro, entra na casa, olha pra ela dormindo com o bebê e ela sorri pra ele. Eu fiquei comovido. É um belo filme.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *