Abby Cornish, Andrea Risenborough

É, não deu. A primeira cena de W.E. mostra uma das personagem principais entrando em seu apartamento enquanto uma espécie de audio guide dá informações sobre a outra protagonista, Wallis Simpson, quem realmente existiu nesse encontro de histórias. Madonna repete essa maneira preguiçosa de nos informar sobre a personagem ao longo de todo o filme. Sempre que precisa contextualizar ou dar detalhes sobre Wallis, alguém está vendo um vídeos sobre ela na internet ou assistindo a um documentário no telão. Fácil, né?

O filme não chega a ser uma tragédia, mas é bem ruim. O problema maior é que as duas histórias só têm paralelos na cabeça de Madonna. E a diretora força a barra pra que a gente compre essa suposta ligação, tentando criar pontos de encontro que não se sustentam. A história da personagem de Abbie Cornish parece ter sido escritas às pressas de tão vagabunda. Não se salva nem a relação com o marido, estereotipado, nem o romance, que promove a cena mais constrangedora do longa.

Se Madonna tivesse feito um filme linear sobre Wallis Simpson, certamente teria tido mais sucesso. Andrea Riseborough é a melhor coisa do filme. Boa atriz, ela é quem sustenta os resquícios de interesse por W.E. até o final. Ou quase. Porque chegar ao final deste filme é uma tarefa bem árdua.

Os figurinos, indicados ao Oscar, são realmente excelentes, mas o boa parte do mérito já vem da própria Wallis Simpson, né? Já a trilha sonora, cortesia do mesmo autor de Direito de Amar, peca pelo mesmo problema daquele filme. Embora talentosa, a música muitas vezes é grandiosa demais, assumindo um papel de protagonista, escondendo a todo o resto na cena. Mas, pensando bem, em alguns momentos deste filme, isso nem chega a ser um problema.

W.E. Estrelinha
[W.E., Madonna, 2011]

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