O Amigo Oculto (2005), de John Polson.
O filme é até bem realizadinho até certo ponto (tem ótima trilha do John Ottman), mas em sua meia hora final vira uma coleção de lugares comuns de dar enjôo. O último dos finais alternativos é muito melhor do que emplacou. Apesar de ficarem atacando a Dakota Fanning, a menina é mesmo muito boa, mas, alguém me explique, o que fizeram do Robert De Niro?
Desde que Otar Partiu (2003), de Julie Bertucelli.
Uma hora e quarenta de filme de mulher para mulher, Marisa. Faz aquela linha várias gerações, que sempre rende aqueles draminhas meia-boca norte-americanos. Aqui, o resultado só é melhor porque os clichês europeus sempre são mais interessantes e menos gastos, mas não há o mínimo conflito. A solução final, parte mais movimentada do filme, é a melhor coisa.
Os Esquecidos, de Joseph Ruben.
Julianne Moore sempre linda e boa atriz. A premissa era muito boa, mas era só a premissa. Não é ruim, mas fica a sensação de incompleto, de golpe onde nos prometem muito e não nos entregam nada. Funcionaria muito melhor se fosse o longa-metragem piloto de uma série de TV.
Faz de Conta que Eu Não Estou Aqui, de Olivier Jahan.
Os franceses são impressionantes: fazem tudo o que eles sentem, vivem ou sofrem por parecer muito mais denso do que no resto do mundo. Há ecos de Não Amarás (Krzysztóf Kieslowski, 1988), numa trama simplérrima sobre a puberdade e seus conflitos. Nada demais.
O Grito, de Takashi Shimizu.
Parece demais com O Chamado ou Ringu. Tem até a doida do cabelão – e ainda é refilmagem, esse povo não tem vergonha? Engraçado como tem pouco japonês em Tóquio.
O Massacre da Serra Elétrica (2005), de Marcus Nispel.
Exercício de sadismo desnecessário, filme que tenta impor a violência como gênero cinematográfico. Lamentável.
A Trapaça (1955), de Federico Fellini.
Um filme que não chega a lugar nenhum. Se se pretende como denúncia de onde a corrupção da alma pode chegar, fica pelo meio do caminho. Se é apenas retrato, morre na falta do que dizer. Fellini se esquiva de qualquer posicionamento e aqui, me desculpem os suíços, era necessário. Sobra a maravilhosa (mais uma) trilha do Nino Rota, um dos maiores de sempre.