Categoria: Resenha

Uma Lição de Amor

Adaptar Mário de Andrade requer um pouco de ousadia e pretensão. Um dos editores de maior e melhor currículo no Brasil, Eduardo Escorel escolheu Amar, Verbo Intransitivo para ser seu segundo filme como cineasta. A história acompanha a chegada da fraulein alemã vivida por Lilian Lemmertz à casa de uma família da […]

Uma Mulher é uma Mulher

Em 1939, o cartaz da então noca comédia de Ernst Lubitsch, Ninothcka, anunciava: Garbo laughs. Greta Garbo, a dona do I want to be alone, explodia numa gargalhada numa das cenas do filme. A situação era tão inusitada, tal era a mística em torno da sisudez da atriz, que virou […]

Uma Página de Loucuras

Uma Página de Loucuras passou meio século perdido. O próprio diretor, que assinou 104 títulos num período de 40 anos, o encontrou num galpão, esquecido. Imagino que tenha sido uma das maiores descobertas da história do cinema. Numa época em que os olhos do mundo ainda ignoravam o cinema japonês, Teinosuke […]

Uma Rua Chamada Pecado

Blanche DeBois. Stanley Kowalski. O primeiro encontro dos personagens mais clássicos de Tennessee Williams já é um duelo. O texto de Um Bonde Chamado Desejo acirra esse conflito entre opostos. Não há meio termo. Blanche é a tradição. Stanley, o moderno. Blanche é a magia. Stanley, o realismo. A adaptação para as […]

Valente

O diferencial das animações da Pixar diante dos filmes de outros estúdios sempre foi além da computação gráfica: estava no acabamento dos roteiros, no tratamento mais tridimensional dos personagens, na profundidade dos contextos e diálogos. Sem deméritos às animações tradicionais, mas quando a Pixar lançou seu primeiro longa-metragem, Toy Story, em […]

Van Helsing

CINEMA CATÁSTROFE Van Helsing traz de volta às telas um gênero clássico do cinema: o filme ruim Existe uma bela dezena de razões que fazem de um filme, um filme ruim. Uma delas, talvez a maior, é a qualidade do texto que vai parar na tela. O roteiro é a […]

Vermelho Brasil

Desde que o cinema americano começou a erguer seu império, histórias de todo o lugar do mundo, de todas as épocas, ganharam versões em inglês. Era entendível. O público principal de Hollywood era o americano e como o cinema era uma atração popular, de massa, entregar filmes mais facilmente consumíveis […]