Nosso Lar

Num mundo democrático feito o nosso estava faltando um filme como Nosso Lar. O longa-metragem de Wagner de Assis é uma corajosa adaptação de um livro de ficção-científica de Chico Xavier que tem a função clara e objetiva de divulgar uma doutrina. E, com uma proposta tão honesta assim, o cineasta merece respeito por dar a cara a tapa e tentar reproduzir, além do cenário da megalópole celeste que batiza o filme, os conceitos, preceitos e regras de uma religião comumente perseguida por defender a existência de, entre outras coisas, “fantasmas”, “zumbis”, “viagens espaciais” e “superpoderes”.

Enquanto filme-propaganda, Nosso Lar cumpre sua função: dissemina sua doutrina de forma didática e até engraçadinha – tirando um sarro leve, mas sem ofensas – de incrédulos e da Ciência – e procura apostar na emoção simples, quase rasteira e imediata, para conquistar com facilidade seu público, completamente disposto a enxergar o filme como um belo testemunho de fé. Ora, e quem é alguém para questionar a fé dos outros? Vai, o Espiritismo pode parecer bem simpático para leitores de HQs e fãs do George A. Romero.

O que talvez seja o maior problema do filme é que ele não funciona para quem não está disposto a comprar seu discurso e somente assim seria possível perdoar a dramaturgia raquítica. Mesmo em filmes com mensagem dá pra ser menos óbvio no texto e na interpretação. Praticamente todos os diálogos ganham um tom professoral incômodo, sobretudo quando o protagonista, que tenta parecer sério o tempo inteiro, está envolvido. Desencarnei de vergonha alheia.

É preciso ainda ter bastante disposição para digerir o desenho de produção do filme, farta de paisagens coloridas, tranqüilas e serenas, com aves-do-paraíso e cometas humanos que cruzam os céus. No entanto, essa afirmação pode ser totalmente ignorada caso o leitor seja fã do banco de imagens do Windows Vista. Não lembro de ter visto um filme que se arriscasse tanto neste pacote visual. O Purgatório é cenografado como no clássico Super Xuxa contra o Baixo Astral, com bastante gelo seco – opção, né? Ou será que contou o fato de o diretor ter escrito quatro filmes da Xuxa? – e tem arruaceiros maltrapilhos como em qualquer clássico kitsch que se preze, desta vez encarnados com uma trupe teatral interiorana com preparação corporal intensa.

O que deve gerar mais comentários – contrários ou favoráveis -, no entanto é a concepção visual da cidade flutuante, que transforma o filme numa ficção-científica B setentista sem tirar nem por. Tem muito de Fuga do Século 23 ali, inclusive o uso e abuso de conceitos plásticos e de tecnologia, que celebram o futuro e a harmonia, e que perderam o sentido algumas décadas depois da publicação do livro em que o filme se baseou, em 1944. No entanto, está claro que o cineasta usou todos os recursos possíveis para reproduzir as ideias para a tela. Mesmo que não tenham sido tantos assim.

Mas tudo bem. Esses detalhes passarão batidos para os espectadores de Nosso Lar, muito mais interessados em ver suas crenças reproduzidas com tanta fidelidade no cinema. E eles serão milhões, está escrito. Ops, psicografado. Pena que este filme, embora genuinamente corajoso, seja tão diferente da cinebiografia de Chico Xavier dirigida por Daniel Filho, um retrato mais sóbrio da vida do personagem, um trabalho eficaz e sem segundas intenções.

Nosso Lar Estrelinha
[Nosso Lar, Wagner de Assis, 2010]

Comentários

comentários

35 thoughts on “Nosso Lar”

  1. O espiritismo não defende “existência de, entre outras coisas, fantasmas, zumbis, viagens espaciais e superpoderes.”
    Ainda não vi o filme, mas se isso está lá, reduza a pura ficção.
    Afirmo categoricamente. A religião pode ser ridicularizada por alguns justamente por isso: falta de informação.
    Não quero ser ofensivo, longe de mim. Mas não poderia deixar isso passar..

  2. Espíritos de pessoas mortas que visitam a Terra: fantasmas

    Pessoas vagando sem rumo, andando tortas e devagar no Umbrel: zumbis

    Pessoas que viram cometas e viajam até fora da Terra, onde fica Nosso Lar: viagens espaciais

    Pessoas que lançam energias verdes para e curam feridas: superpoderes.

    Eu não quis dizer que eu acho eu uso estes argumentos para ridicularizar, mas que outros fazem isso. Eu até acho alguns conceitos bem simpáticos.

  3. O filme me deu a impressão de que deixou-se de investir em atores para se investir em trilha sonora e efeitos especiais. Enquanto os atores te fazem chorar com as falas sacais e mal adaptadas, a trilha te diz pra chorar MESMO, tentando te convencer pelo emocional, e é aí que reside uma boa parte do efeito “propaganda” do longa. Os efeitos, em si, são até que ok, uma pena que o design seja de um futurismo absolutamente antigo, como você mesmo disse.

    Quanto à adaptação e a comparação que você fez com o filme do próprio Chico, discordo um pouco, pois esta história, do começo ao fim, não tem como ser sóbria, uma vez que é contada por um espírito e psicografada. Não creio que seria possível contá-la sem trazer esta “carga”, pois sem ela simplesmente não haveria história. Sem ela a trama não faz sentido – e não convenceria nem céticos nem crentes na religião.

    Não sou espírita e tenho até um certo pé atrás com algumas coisas, mas respeitei o filme porque acho a crença interessante e tentei focar nas “explicações” da religião, não tanto no roteiro falho. Enquanto isso, “Chico” ganha até o mais cético simplesmente porque existiu e suas histórias se tornaram realmente conhecidas – fora o fato de funcionar muito melhor como produto audiovisual.

  4. Sou fã de suas críticas Chico, mas esse texto é altamente desrepeitoso.

    Concordo com as falhas apontadas no filme – que deixa o cinema de lado para funcionar como aula – mas você começa errando ao tratar do tema como piada.

  5. O amigo crítico analisou a técnica com perfeição.
    Ao meu ver no entanto, faz juízo de valor da mensagem do filme obedecendo os princípios filosóficos que norteiam sua personalidade.
    E isso é previsível.
    O livro NOSSO LAR é um fenômeno.
    Foi traduzido para diversos idiomas, continua vendendo como água, desde sua primeira edição.
    Assim merece ser explorado.

    Pessoalmente, acho que não é um livro para iniciantes, haja vista a necessidade de informações básicas acerca dos fatos ali relatados.

    Há milhares de informações como pré requisitos lastreadas em fatos provocados por Espíritos.
    Tais fatos são estudados por meio da mediunidade.

    Muitos parecem desconhecer.

  6. João, talvez não seja um livro para iniciantes, concordo, mas o filme é para um público amplo. E eu tentei escrever sobre ele.

    Carlos, eu nunca tratei o tema como piada. Se você fala isso por causa dos “fantasmas” e “zumbis”, eu não acho esses temas risíveis. Pelo contrário.

    porque eu gosto de boa parte das temáticas

  7. 1- Zumbis são mortos-vivos. No espiritismo não se contempla isso, você está tentando se referir a espíritos que apresentam algum atraso evolutivo. O ‘umbrel’ é um universo espiritual de catarse e recuperação. (nada a ver com o conceito de zumbis)

    2- Pessoas que viajam para fora da Terra. Isso não existe, é humana-mente impossível. O que pode viajar é o espírito.

    3- Superpoderes: se aparece uma luz verde, é meramente ilustrativo. O que se acredita é na troca de energia. (similar a benção, no catolicismo)

    Obs.: Acredito que para escrever sobre um tema polêmico, como você mesmo disse, deve-se ter conhecimento de causa. Caso contrário, cai na mesmice e no fraco senso-comum.

  8. Olá,

    Para o sr que não tem um conhecimento espiritual, pode soar como bobagem ou besteira, mas não se iluda que isto possa ser uma irrealidade. Aliás é uma realidade que pode ser alcançada por todos nós, nem mesmo o sr com seu cetismo barato pode garantir o contrário.

    Hoje o sr pode estar zombando, mas quando passar vários anos na condição de um ovócito e após longos anos cair em si, duvido que ache a mesma graça.

    O livro não é uma leitura para leigos como o sr. precisa-se ler a obra doutrinária, para ao menos saber o que se passa.

    Os homens cometa que fala de certa forma irônica, são pessoas que já alçaram a condição de luz, coisa que pelo visto não te acontecerá tão cedo.

    Lamento que o IG tenha um crítico tão parco e sem cultura, espero que consigam achar algum mais instruído em cultura geral.

  9. Fala Brainiac. Nunca imaginei que alguém de sua ilustre família passasse por aqui.

    Olha, não me interprete mal, mas pelo texto que, repito, não critica a doutrina. Eu não tenho nada contra o Espiritismo. Vou repetir mais uma vez: sou simpático a muitos conceitos. Se fui sarcástico e irônico, foi com o filme, que tem vários problemas.

    Sobre o IG, não o culpe. Não tenho qualquer relação com o portal. E também não sou crítico de cinema. Apenas dei minha opinião, isenta sobre o trabalho.

  10. Respeitar as pessoas não significa calar-se sobre inconsistências em suas crenças. Sejamos francos, o filme é fraquinho e a doutrina Espírita é escapista e bobinha.
    Espíritos atormentados podem dar histórias ótimas, de Hamlet a Os Outros. Para apreciar essas narrativas não é preciso acreditar no além.
    Agora, essa visão kitsch de cidade transcendental da paz é, no meu entender, a imagem mais próxima que alguém poderia pintar do inferno. Tremo só de pensar na possibilidade de ir para lá… mas para meu conforto duvido muito que alguém sobreviva a si mesmo.
    PS: Esse post foi psicografado!

  11. Me desapontei com o filme, tanto como adaptação falha de um livro muito superior como adaptação falha da doutrina espírita. Francamente, o que foi aquelas imagens do Umbral? Deveria ser um “inferno pessoal”, nada de zumbis que caminham e brigam entre si.

    Agora, talvez não seja a intenção, mas o post parece criticar incessantemente o espiritismo; culpa talvez das ideias fracas e errôneas difundidas pelo filme — de novo nessa tecla, mas o que foi o Umbral? E nem exploraram a história da mãe dele, nem explicaram que Nosso Lar não é tudo que há… E vários pontos que eu poderia continuar a criticar, mas só faz sentido para quem leu o livro, e acho que aqui foram poucos.

    Mas bem, não posso dizer que discordo da crítica; a trilha sonora, forçadíssima; as atuações, fracas. Achei que o filme seria melhor — o livro é cheio de cenas boas. Mas a escolha das cenas, o modo que a história foi contada, infelizmente foi reduzido e mal-adaptado às duas horas de filme.

  12. Ricardo, eu não quis em momento algum criticar o Espiritismo. Se há sarcasmo no texto, ele se dirige ao modo como os conceitos são apresentados e não a eles.

    Adriano, não há intenção minha em criticar a doutrina.

  13. COZI, COZI
    Em bom italiano: MAIS OU MENOS

    Gente, eu sou espírita e li o livro ´´ NOSSO LAR ´´ quando tinha 16 pra 17 anos . Na época, achei muito louco conceber a ideia de que há matéria no mundo espiritual, mas depois, lendo uma coisa e outra sobre física quântica, passei a acreditar.
    Dito isto, eu e mais alguns amigos fomos assistir ao filme Nosso Lar, hoje! Passamos mais de duas horas na fila. Não fosse a enorrrrme vontade….
    Tudo bem, vencida a primeira etapa, pensei: agora vou poder dar uma volta no shopping e comer alguma coisa até a sessão começar! LEDO ENGANO!Tive que entra noutra fila para pode entrar no saguão e em mais outra para entrar na sala de projeção. Ou seja, mais uma hora na fila. TOTAL: MAIS DE 3 HORAS , QUASE 3½……REPITO: NÃO FOSSE A ENORRRRME VONTADE…..
    Finalmente entramos , nos acomodamos e pudemos assistir em paz nosso filme ( aliás, eita povo educado esse do movimento espírita. Não se ouvia um ´´ai´´ durante a projeção. Silêncio total.)
    Acontece, que eu não estava gostando e sabia que no final da sessão viria aquela fatídica pergunta: “E AÍ, GOSTOU? PORQUE, EU ADOREI!”
    E assim foi! E eu respondi: Não!
    Todos os olhares se voltaram para mim. ( DETALHE: todos os meus amigos ali presentes SÃO espíritas)
    E eu tive que explicar.
    Mas como explicar que eu não gostei foi do ROTEIRO e não dá estória? Além disso, A INTERPRETAÇÃO DOS ATORES ESTÁ MUITO FRACA, INCLUSIVE DOS VETERANOS; A DIREÇÃO TAMBÉM DEIXOU A DESEJAR E, COMO BEM DISSE A FENANDA, ´´ O DESIGNE É ABSOLUTAMENTE ANTIGO´´, NO QUE COMPLEOT EU : imprimindo um visual à la ´´FLASH GORDON´´ ao cenário!
    Minha preocupação era dizer tudo isto, sem parecer arrogante e passar a ideia errada de que estava querendo dar uma de grande entendedor, pois, não por coincidência, mas por fato, EU SOU ROTEIRISTA e, sendo assim, tenho a obrigação atentar para esses detalhes e não deixar que passem desapercebidos” !
    Aliás,foi justamente esse o meu comentário: ÀS VEZES, É MELHOR A GENTE NÃO APRENDER AS COISAS, PORQUE PASSA A PERCEBER MAIS FACILMENTE OS DEFEITOS!
    CONCLUINDO: Eu não sei até que ponto o filme ajuda E/OU prejudica a visão da doutrina pelos não adeptos; pois, assim como o CHICO , não tendo conhecimento de alguns fatos mencionados no filme, foi procurar referências no que vivenciou até aquela época (no caso zumbis, superpoderes , etc e tal ), outros assim o farão e, tal qual a mim, nos idos de minha adolescência, podem não levar a sério a obra e, por conseguinte, toda a doutrina, por achá-la fantasiosa demais; embora a base da mesma deva continuar sendo Pentateuca, no caso, as cinco obras da codificação: ´´ LIVRO DOS ESPÍRITOS ´´; O ´´ EVANGELHO , SEGUNDO O ESPIRITISMO ´´; ´´ A GÊNESE ´´; ´´ O CÉU E INFERNO ´´ e o ´´ LIVRO DOS MÉDIUNS ´´.

    SAUDAÇÕES A TODOS!
    FIQUEM COM DEUS!

  14. No Cinema tem espaço para todos , mas melhor ainda temos filmes como Nosso Lar , que nos motiva para sermos pessoas melhores , e nao apenas contempladores de arte vazia.

  15. concordo com o comentário, sou espírita e acho q emos de dissociar as coisas, uma coisa é a questão da divulgação da doutrina, qto a isso o filme tem seu valor, poderia ter mais, mas é como a criança q está aprendendo a andar, a gente chega lá, agora qto a uma visão de cinéfilo fiquei decepcionado, espera muito mais, gastaram muito em efeitos especiais q podiam ter sido feitos de forma mais simples, e extraírram muuuito pouco da história q é bem mais complexa, a trilha sonora é irritante, e realmente o tom professoral pega muito mal, fica parecendo pregação e espanta quem está lá por curiosidade, mas como eu disse estamos só começando.

  16. gente……tem muito espírita irritado com as críticas….nada a ver…..o filme realmente é ruim, os atores estão ruins (na minha opinião quem salvou foi o paulo goulart), a adaptação foi extremamente superficial, os efeitos especiais foram ruins (dava p fazer coisa melhor com menos dinheiro….só que tem um porém: o filme é mais um passo para a divulgação da doutrina, o campo está fértil e receptivo e o filme foi válido pq foi digamos o terceiro passo (bezerra de menezes, chico xavier e agora nosso lar)…..ficar irritado com críticas as técnicas do filme achando que são críticas a doutrina é bobagem, pq qdo se critica o filme tecnicamente estamos querendo que se faça melhor para divulgar melhor e atrair mais…..

  17. O filme é mais profundo que já assiste até o momento. Com efeitos especiais, retrata, dentro do possível, o conteúdo de um dos melhores livros psicografados por Chico Xavier. Recomendo a todos, independentemnete de religão. Nesse sentido, meu sogro, que é ateu, adorou e ficou se questionando sobre a vida após a morte. Parabéns aos responsáveis pelo filme, precisamos de coisas profundas, chega de tanta superficialiade no mundo.

  18. O Philip Glass faz coisas até bem gostosas de ouvir, mas acho ele tão genérico como compositor! Ele é uma espécie de John Williams cultzinho.

  19. Prezados

    Simpatizo com as teses espíritas, embora tenha algumas sérias reservas que nõa cabe discutir aqui
    Confesso que, quando vbi o trailer do filme Nosso lar no cinema, fiquei com uma enorme expectativa quanto ao filme

    Entretanto, também de certa forma me decepcionei,,,o livro “Nosso Lar” nem é daqueles espíritas que mais gosto e este livro é superior ao filme

    para quem leu o livro, soa estranho os “enxertos’ de estórias feitos para inserir alguns temas espíritas que não são centrais no livro(ex: a menina “revoltada”, a espera da mulher que Andre Luiz atendia em vida pelo seu marido e outras mais) e o corte de algumas “estórias’ do livro que a meu ver são importantes( ex: a do pai do Andre Luiz e suas duas amantes, que teriam ficado no “Abismo”, uma espécie de Umbral do Umbral; a do marido atual da mulher de Andre luiz em vida, que estaria rodeado de obssesores, doente na cama…)
    quanto a narrativa, penso que o filme oscila muito…no início, na estada de Andre LUiz no umbral e sua chegada ao “hospital espiritual” a narrativa é mais coesa….fica frouxa, quase desleixada, na estada de andre luiz em nosso lar, e volta a ficar mais coesa no fim do filme…os dramas do filme aparecem excessivamente verbalizados e ilustrativos, deixando pouco espaço à interpretação
    quanto aos efeitos especiais, considero-os paradoxais…vc tem bons efeitos, por exemplo, na construção do umbral ao mesmo tempo que os umbralinos parecem saídos de uma peça de teatro de um grupo amador…vc tem efeitos razoáveis na concepção da cidade espírita e ao mesmo tempo um portão de entrada que parece um carro alegórico de escola de samba

    Acho que o filme merecia um melhor roteirista e um diretor de verdade…quanto aos atores Renato Prieto até “vai”(pelo fato de sua carreira encenando peças espíritas)…entretanto é patente no filme a falta de atores mais experientes e taentosos

    Em suma, esperava muito mais do que uma obra de divulgação “para todos os públicos”

  20. Simplesmente seu comentario mostra que vc não tem nenhum conhecimento critico. Para criticar algo vc não pode trata-lo como algo que precisa fazer por ser sua obrigação. Na proxima tenta ficar a par do que comenta. Em relação aos efeitos, vc queria o que? É um filme brasileiro, nenhum outro arriscou e, sem contar, que, para um filme desta proporção, devia ter um pouco mais de recursos para se comparado com os filmes de Steven People. HAaaaa… Vc esqueceu de comentar sobre a história do filme.

  21. INGRID, desculpe me meter, mas eu acho, sim, que vc, se é espírita, não fez a lição de casa direito. Veja bem, todos nós aqui estamos dando NOSSA opinião. Ou seja, fazendo uso de um direito que todos nós temos. Se o Chico não gostou por estas e outras razões, ele deve ter seus motivos, pois me parece que suas críticas foram mais técnicas do que pessoais, além de pertinentes!
    Em momento algum, eu senti que ele estivesse menosprezando o filme, muito menos a doutrina. Pelo contrário, o que eu percebi é que não só ele, mas todos nós que fizemos críticas ao filme, FOMOS AO CINEMA TORCENDO PARA QUE O FILME RESPONDESSE ÀS EXPECTATIVAS. Infelizmente, o que vimos foi um trabalho meia bomba, com roteiro mal desenvolvido/
    ; atores mal escalados e dirigidos; efeitos especiais de um futurismo ultrapassado e uma direção geral equivocada.
    Se cinema para vc é apenas diversão, não tem a visão técnica dos profissionais da área e, por isso, não consegue identificar essas falhas, não deve ficar brava com quem é e consegue. Deveria ser humilde, apreender e, no máximo, procurar destacar e realçar outros pontos sutis que, geralmente, só são percebidos por pessoas sensíveis como vc.
    Um conselho, se me permite: Procure por em prática o que se ensina nos meios doutrinários, a começar por respeitar o livre abítrio dos outros, como po exemplo, decidir se gosta ou não gosta de algo. Pode ser, vc nos daria esse direito?…….FIQUE EM PAZ!

  22. LUIZ FELIPE. Em nenhum momento quis transperecer ser arrogante em meu comentario. E, mesmo não sendo espirita, tenho certeza que os termos usados nesta critica não correspondem a realidade da doutrina, por este motivo aconselhei uma pesquisa antes de se publicar. E outra, respeito o que o CHICO pensa, não quis critica-lo, só demostrei meu ponto de vista. O que eu acho é que faltou o comentario da abordagem do filme. Como é um dos primeiros filmes brasileiro a abordar efeitos especiais podia ser um pouco mais compreendido. E o cinema não deixa de ser uma diversão e um aprendizado para mim.Além disso não feri o seu direito de pensar e nem expor seus comentarios, assim como tenho esse direito tambem. Quando escrevi o primeiro comentario não estava nem um pouco “bravinha” como vc disse. Filho só quero expor o que penso. BJINHOs!!!

  23. Ahhh… defendo por ser uma filme brasileiro e de se tratar de uma boa história que não tenta nos dar uma lição de moral, apenas trata da luta individual de um homem, quem assistiu pode escolher em levar algo pro seu dia-a-dia ou não. Além de não abordar as grandes histórias dos filmes brasileiros que envolve violência e sexo.

  24. Márcio,se vc se der ao trabalho de ler minha crítica ao filme, lá em cima, ficará sabendo que sou espírita desde os 16/17 anos. Inclusive, já fiz cursos de estudos sobre os principais livros da doutrina. Já li e reli NOSSO LAR várias vezes. Conheço o filme e a estória de cor e salteado.Talvez por isso, é que eu tenha ficado tão decepcionado com o resultado do filme. EU ESPERAVA MAIS. QUERIA QUE TIVESSEM FEITO ALGO PELA QUAL EU PUDESSE ME ORGULHAR E INDICAR A TODOS QUE NÃO CONHECESSEM O ESPIRITISMO COMO FORMA DE ESCLARECIMENTO; em vez disso, bateu um pouquinho de vergonha, pois o que foi mostrado ali, da forma como foi mostrada,pode gerar os mais diversos sentimentos, inclusive o de chacota; pois transformaram NOSSO LAR num filme de ficção, pura e simples, num misto de terror.
    Talvez se a interpretação tivesse sido menos sofrível, desse para salvar alguma coisa, mas é tão ruim que eu ficava me contorcendo na poltrona do cinema.
    O chico não tem obrigação nenhuma de conhecer a doutrina para criticar o filme, enquanto técnica. Talvez, esta tenha sido a razão pela qual ele não tenha entrado no mérito da estória, como a INGRID cobrou. Procurou ser isento.
    O que eu noto aqui é que os espíritas mais apaixonados não admitem as críticas, como se reclamar mais profissionalismo de quem criou o filme fosse ofensa pessoal ou direta à doutrina.
    Vamos separar as coisas. O FILME É RUIM SIM E DEIXARAM DE MOSTRAR MUITAS COISAS QUE TEM NO LIVRO PARA CRIAR OUTRAS QUE NÃO EXISTIAM.
    PQ NÃO MOSTRARAM A PARTE DA MULHER QUE FAZIA ABORTOS. PQ A MÍDIA NUNCA MOSTRA ISSO? SERÁ PORQUE SÃO A FAVOR? ESSA PARTE FEZ MUITA FALTA, NÃO ACHAM?
    FIQUEM EM PAZ!

  25. Não vi o filme. não sou espírita para julgar.Só sei que o espiritismo me dá respostas que outra religião não dá.Enfim, religião e a ciência caminham juntas, mas, não a ficção cientifica.

  26. Não vi o filme. não sou espírita para julgar.Só sei que o espiritismo me dá respostas que outra religião não dá.Enfim, religião e a ciência caminham juntas, mas, não a ficção cientifica.

  27. Na minha opinião, com o custo do filme ( me parece em torno de 20 milhões), é o que deu para se fazer em termos de efeitos, o que achei muito satisfatório. Não podemos comparar por exemplo o orçamento de ” A Origem”.
    Não sou espírita e nem lí o livro, mas creio que o filme conseguiu transmitir a mensagem do livro.
    O Filme nos faz refletir e nos emocionar em alguns momentos.
    Chega de temas como favela, sertão, drogas e violência no cinema brasileiro. É para esse tipo de filme que existe o cinema e merece inclusive uma indicação para concorrer ao melhor filme estrangeiro.

  28. É muita pretensão imaginar que uma doutrina tão abrangente possa ser mostrada em um filme! Tentar isso foi muito prejudicial, uma vez que pessoas totalmente leigas no assunto terão acesso e tirarão terríveis conclusões, o que os levará a um pré-julgamento pernicioso. Quem permitiu isso cometeu um grande erro – tudo foi transformado em um péssimo filme de ficção.

  29. Amigos. O lema do espiritismo é, “fora da caridade não há salvação”. Todos, inclusive o crítico tem direito a sua opinião. Hoje sabemos que nem todo mundo ainda estar pronto para aceitar as verdade do espiritismo. A ciência (pois não considero espiritismo religião e sim uma ciência) avança lado a lado com espiritismo e um dia quando nos encontrarmos aqui novamente, poucos ainda duvidarão dessas verdades.

    Quanto ao filme, realmente o ar didático acredito eu tenha sido intencional. Tarefa ardua do roteirista transformar um livro, não de ficção cientifica, como falou o nobre colunista. Reconheço que quando lí nosso lar pela 1ª vez me pareceu fantasioso, pois nunca devemos ler um livro desse teor como primeiro livro de uma doutrina, foi o meu erro. Depois que estudei a codificação, ví que meus conceitos a ser fantasioso caiu por terra.

    O filme atingiu o seu públic e o seu alvo. Emoncionante, boa trilha musical, bons atores. No tempo de pouco mais de 1 hora seria dificil descrever o livro todo, portanto longe eu de ser critico, gostei como espírita desde os 19 anos (lá se vão duas décadas) e me fez bem sentir as emoções e ver o público emocionando-se também, confesso que são poucas as coisas que vejo na tv ou no cinema que me fazem chorar. Abraços a todos

    Paz e Luz

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