Truman

Assim como Já Sinto Saudades, de Catherine Hardwicke, que chegou aos cinemas no fim do ano passado, Truman, do catalão Cesc Gay, tenta olhar para seu protagonista doente sem comiseração. Um dos trunfos do filme é apontar o foco para o momento de descoberta da gravidade do problema em vez de mostrar o processo gradativo de sofrimento da personagem. Truman também é uma aposta segura, um “filme de Ricardo Darín”, quase um subgênero cinematográfico (pelo menos, no Brasil) que passeia pelo agridoce com muito humor e algumas delicadezas para agradar um público mais velho que geralmente associa esse tipo de filme a uma obra de arte. Embora mantenha a sobriedade e o equilíbrio durante um bom tempo, Gay comete alguns deslizes melosos aqui e ali, como na cena em que o protagonista chama os amigos para fazer uma “grande revelação”. O resultado fica fragilizado, mas ainda é honesto. A química entre Darín e Javier Cámara, de Fale com Ela, funciona muito bem. Dolores Fonzi, que tem o único papel feminino de destaque no filme, bem boa, também o polêmica Paulina.

Truman EstrelinhaEstrelinha½
[Truman, Cesc Gay, 2015]

Comentários

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2 comentários sobre “Truman”

  1. Engraçado, um amigo disse que o filme não cativou por ser demais frio. Você aponta momentos de melodrama. Fico no meio termo: achei tudo, exatamente tudo, na medida. Sou doida pelo Javier Cámara e, óbvio, apaixonadíssima pelo Darín (ele é pop, e daí?). Também tenho cachorros, pra completar. Esse filme me pegou.

  2. Parece que todo filme falado em espanhol lançado aqui no Brasil tem esse ator como protagonista,impressionante!Não que ele não seja bom.

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