500 Dias com Ela

“And if the the ton truck/ kills the both of us/ to die by your side/ is such a heavenly way to die”. Pois é, a cena em que a Zooey Deschanel canta Smiths no elevador concorre fortemente a uma vaga nas minhas melhores do ano. 500 Dias com Ela pode ter altos e baixos, mas é difícil achar um concorrente para o prêmio de filme pop de 2009 (Apenas o Fim tentou, mas peca pelo excesso). Marc Webb, em sua estreia na direção, mirou no público indie, que gosta desde Morrissey até Nick Hornby, a quem o filme deve muito, e acertou em cheio.

Um dos maiores trunfos do filme é o casal de protagonistas: Zooey Deschanel está apaixonante como a garota espírito-libre e Joseph Gordon-Levitt aparece na melhor interpretação de sua carreira, doce e nerd. Eles fazem as engrenagens funcionarem muito bem, valorizam as referências e ressaltam a trilha sonora, my guilty pleasure. Mas o mais interessante do filme talvez seja que ele trata tanto com leveza quanto com profundidade o desenrolar de uma história de amor. Essa história funciona quase sempre, embora se perceba mecanismos e engrenagens aqui e ali, mas o conjunto é adorável quase todo o tempo. 500 Dias com Ela é um filme para moderninhos e, embora esteja cheio de armadilhas para capturar indies, geralmente os cooptados ficam bem felizes de cair nelas.

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[(500) Days of Summer, Marc Webb, 2009]

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