[na TV]

[a mulher de todos ]
direção: Rogério Sganzerla.

A Mulher de Todos, 1969. Sganzerla foi, muito provavelmente, o cineasta brasileiro mais libertário e mais libertino. Tentou bravamente fugir das amarras narrativas e formais do cinema que se fazia nos quarenta anos em que filmou. A Mulher de Todos, de 1969, é um destes casos. Em certo sentido, um passo adiante do que havia feito um ano antes com O Bandido da Luz Vermelha: um filme mais radical na crítica a um modelo de arte clássico, a um cinema quadrado, a uma sociedade velha. Helena Ignez, Angela Cardoso, a mulher de todos, a que odeia os homens, mas os come com prazer, está antológica. É a revolução, a mulher assumindo o poder. Sganzerla ajuda como pode nesta escalada filmando com maestria sua protagonista. Admito, no entanto, que me falta desprendimento para assimilar com plenitude esta erupção. Algumas vezes me pareceu que faltava como sustentar tudo aquilo. Buscava muitas explicações que talvez nem o diretor quisesse ter. Foi então que eu decidir partir para uma nova assimilação. Como julgar o que se pretende como novo por padrões estabelecidos para outras formas? Angela merece mais do que meu parco entendimento.

Com Helena Ignez, Jô Soares, Abrahão Farc, Thelma Reston, Antonio Pitanga e Stênio Garcia.

Comentários

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5 comentários sobre “[a mulher de todos]”

  1. Ainda não vi. Conversei bastante com o Abrahão Farc neste início do ano, queria que ele participasse do meu filme, mas quem acabou pegando o papel foi o Ênio Gonçalves.

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