De Repente é Amor é uma gracinha, uma bela surpresa. Vamos aos fatos:

fato 1: o diretor Nigel Cole trouxe das suas comédias interioranas inglesas (o ótimo O Barato de Grace, 2000, e o simpático Garotas do Calendário, 2003) um tratamento que dá ao filme um tom charmoso (e algo inteligente);

fato 2: apesar de não fugir muito das fórmulas do gênero (o filme é essencialmente uma bobagem), consegue ser extremamente desprendido ao repetir os lugares comuns; nunca quer ser um tratado sobre “alma gêmea”, “destino” ou conceitos afins, mas se mantém como uma brincadeira sobre os encontros e desencontros de um casal;

fato 3: a trilha sonora, que, às vezes, toma espaço demais é a mais interessante e nostálgica entre as comédias românticas recentes, que tentam a todo custo fazer este túnel do tempo funcionar; a cena do carro, com If You Leave Me Now, do Chicago, invadindo uma discussão entre os dois protagonistas sintetiza esse encantamento pelo simples que o filme promove;

fato 4: o filme nunca é apenas um veículo para Ashton Kutcher, que, por sinal, está além de qualquer expectativa no papel (a melhor coisa dele desde That ’70s Show); os coadjuvantes também estão muito à vontade e Amanda Peet, com aqueles dentões, é encantadora.

DE REPENTE É AMOR
A Lot Like Love, Estados Unidos, 2005.
Direção: Nigel Cole.
Roteiro: Colin Patrick Lynch.
Elenco: Amanda Peet, Ashton Kutcher, Taryn Manning, Aimee Garcia, Tyrone Giordano, Melissa van der Schyff, James Read, Molly Cheek, Gabriel Mann, Kathryn Hahn, Ali Larter, Amy Aquino, Josh Stamberg, Jeremy Sisto.
Fotografia: John de Borman. Montagem: Susan Littenberg. Direção de Arte: Tom Meyer. Música: Alex Wurman. Figurinos: Alix Friedberg. Produção: Armyan Bernstein e Kevin J. Messick. Site Oficial: De Repente é Amor. Duração: 107 min.

nas picapes: Big Exit, PJ Harvey.

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