Depois de 14 dias no Rio de Janeiro, cheguei a São Paulo e já garanti meus ingressos para a Mostra. Por sinal, a programação ainda não está disponível, mas a listagem completa de filmes já pode ser consultada no site, na sessão “filmes”, por ordem alfabética e pelo nome do diretor. Last Days, do Gus Van Sant, está de fora mesmo. Mas, antes de adentrar pelos domínios de Leon Cakoff, uns últimos comentários sobre o Rio.

Espelho Mágico, de Manoel de Oliveira.

Confesso que saí um pouco decepcionado do cinema devido à expectativa enorme causada por Um Filme Falado. Este novo filme mantém Oliveira completamente firme em suas impressões sobre o mundo e as pessoas, mas a capacidade de comunicação, que era plena no outro longa, agora parece dependente de uma série de prisões formais que me foram algo incômodas. Desde a câmera fixa, que funcionava bem em O Quinto Império, filme esplendidamente visual, até a interpretação rígida e quase fria da maior parte dos atores. Leonor Silveira parece sempre estar prestes a nos dar um rasgo de humanidade, mas isso nunca, nunca mesmo, acontece. As convicções, que moram ao lado, vizinhas eu diria, de um mundo religioso, cristão, também não me dizem muita coisa.

Um top para o festival:

1 O Mundo, de Jia Zhang-ke.
2 2046, de Wong Kar Wai.
3 Caché, de Michael Haneke.
4 Árido Movie, de Lírio Ferreira.
5 Senhor Vingança, de Park Chan Wook.
6 Flores Partidas, de Jim Jarmusch.
7 Brokeback Mountain, de Ang Lee.
8 Meu Deus, Meu Deus, Por que me Abandonastes?, de Shinji Aoyama.
9 Entrando na Garganta Profunda, de Fenton Bailey e Randy Barbato.
10 Uma Mulher Coreana, de Im Sang-Soo.

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Um pensamento sobre “Festival do Rio 2005: dia 7”

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