Radu Muntean

Terça, Depois do Natal EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Marti, Dupa Craciun, Radu Muntean, 2010]

É impressionante a unidade narrativa entre os mais recentes filmes romenos. Quase todos têm em comum a velocidade desacelerada e uma plasticidade meio etérea, que capta o dia-a-dia, em lentes quase documentais. Esta história de uma família em crise poderia ser filmada de milhares de maneiras, mas Radu Muntean nos oferece o drama dos personagens em doses homeopáticas que fazem com que a crise ganhe proporções mais dolorosas. Belo filme.

Im Sang-Soo Hanyo

A Empregada EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[Hanyo, Im Sang Soo, 2010]

Im Sang Soo filma muito bem. Seus filmes são fotografados com uma beleza rara. Todas as cenas desta refilmagem de um clássico do terror psicológico coreano, que completa 50 anos de idade, têm um tratamento visual sofistificado, mesmo que o filme abuse no design kitsch clean da mansão, endereço principal da história. A protagonista Do-yeon Jeon, ótima, passeia pelo cenário à medida em que se vê no meio de uma trama hitchcockiana com um final incandescente.

Annette Bening Julianne Moore

Minhas Mães e Meu Pai EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha
[The Kids Are All Right, Lisa Cholodenko, 2010]

Um dos maiores trunfos deste filme é nunca usar maneirismos para tratar seu objeto. A diretora evita o panfleto na história dos dois filhos de um casal de mulheres que querem descobrir o pai biológico. O filme, que ganhou um título brasileiro estúpido que parece querer idiotizar o longa para torná-lo atrativo para outro tipo de público, sabe se equilibrar entre o bom humor e o drama com um texto bem inteligente. O elenco, incluindo as crianças, está perfeito.

La Casa Muda

A Casa Muda EstrelinhaEstrelinha
[La Casa Muda, Gustavo Hernández, 2010]

Esse filme de terror vindo do Uruguai começa bem interessante, criando tensão basicamente com um jogo de luz e sombras e quilos de efeitos sonoros. Os sustos da primeira metade do longa são bons e o diretor consegue criar algumas imagens macabras, como o estranho iluminado numa encruzilhada. Mas infelizmente Gustavo Hernández não se contentou com o terror mais básico e buscou explicações psicológicas numa suposta história real. O filme perdeu o susto quando o velho e bom desconhecido deu lugar à mente humana.

Comentários

comentários

2 comentários sobre “Festival do Rio 2010: post 3”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *