Ator Coadjuvante

Alan Arkin, Argo
Christoph Waltz, Django Livre
Philip Seymour Hoffman, O Mestre
Robert De Niro, O Lado Bom da Vida
Tommy Lee Jones, Lincoln

Exceto talvez pela disputa de melhor filme, que vive a inédita situação de ter um favorito sem indicação para diretor, “ator coadjuvante” parece ser a categoria mais disputada do Oscar neste ano. Quando saíram as indicações, todos os candidatos pareciam ter chances de vitória. Agora, pouco mais de um mês e muitos prêmios depois, três dos cinco finalistas continuam fortes no páreo pela estatueta, mas os outros dois ainda podem surpreender.

O primeiro da lista parece ser Tommy Lee Jones, que ganhou o prêmio do Sindicato dos Atores por Lincoln. Como os atores são a maioria absoluta na Academia, reafirmar o vencedor do guild parece natural. Fora isso, a tendência atual indica que o filme de Steven Spielberg não deve ganhar o prêmio principal e dar um Oscar para um veterano, num papel sério, interpretação maravilhosa mesmo, pode ser uma saída. Lee Jones já ganhou um Oscar em 1994, por O Fugitivo. Faz tempo. A Academia pode achar que já está na hora do segundo.

Christoph Waltz levou o BAFTA e o Globo de Ouro pela deliciosa performance em Django Livre. Está muito bem credenciado, mas a proximidade de seu último prêmio (Bastardos Inglórios, 2010) deve roubar alguns votos importantes. Além do mais, seria a segunda vez que Waltz ganharia interpretando um alemão num filme de Quentin Tarantino. Acho bem fácil a Academia pensar que ainda é cedo para uma segunda estatueta, embora o ator esteja entre as melhores coisas do filme.

Alan Arkin corre por fora com seu papel em Argo. Não ganhou grandes prêmios, mas tem dois reforços importantes em sua candidatura. É dele o personagem mais popular do filme. É ele o candidato do filme favorito na categoria. O carisma do ator já rendeu uma vitória, em 2007, sobre o então favorito Eddie Murphy, mas desta vez não existe aquele sentimento de fazer justiça com um veterano que nunca recebeu seu prêmio. Se ganhar, será uma zebra, mas a possibilidade é razoável.

Robert De Niro perdeu algumas indicações importantes, mas apareceu na lista do Oscar por O Lado Bom da Vida. Sua primeira indicação desde 1992. A princípio, não parece ter grandes chances, mas pode se beneficiar da disputa entre Tommy Lee Jones, Christoph Waltz e Alan Arkin. Da lista, ele é o único que tem o status de lenda viva, o que já garante votos e está num filme que arrebatou muita gente e que é um azarão na categoria principal. Então, é improvável, mas não dá pra descartar.

Apesar de seu soberbo trabalho, Philip Seymour Hoffman, de O Mestre, que levou o prêmio do Critics Choice, parece ser quem tem menos chances na disputa. O belo filme de Paul Thomas Anderson dividiu a crítica norte-americana, só teve o elenco indicado ao Oscar e sumiu das apostas. Parece bem difícil, embora Hoffman seja um dos que mais merecem o prêmio.

Quem deve ganhar: Tommy Lee Jones, Lincoln
Quem ameaça: Christoph Waltz, Django Livre
Quem merece: Philip Seymour Hoffman, O Mestre
Quem faltou na lista: Matthew McCounaghey, Killer Joe

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Comentários

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4 comentários sobre “Oscar 2013: ator coadjuvante”

  1. Acho que a vitória do Lee Jones é a mais provável (e merecida), com “Lincoln” também levando pelo menos direção e ator e “Argo” levando filme, roteiro adaptado e montagem.
    Sobre os outros indicados, acho a presença de Arkin um exagero e concordo quanto ao absurdo da ausência de McCounaghey, um show à parte em “Killer Joe”.

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