A Loja da Esquina EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½ [Ernst Lubitsch, 1940]

Lubistch é um dos maiores gênios da comédia no cinema. Este filme está bem aquém de seus outros trabalhos, mas ainda assim é bem bom. James Stewart e Margaret Sullavan mereciam mais tempo para seus duelos porque quando eles acontecem os dois estão sempre muito afiados. Lubistch sabe construir os arredores, criando coadjuvantes muito bons e abusando da piada repetida para fazer graça.

A Face do Crime Estrelinha½ [Edward D. Wood Jr., 1954]

No começo parece melhor dirigido que os outros dois que tive o prazer de ver do cineasta, mas a imagem passa rápido. O roteiro é pior que a direção e o elenco, mais uma vez, muito ruim. Serve como comédia, às vezes. A tentativa de Wood parece ser de criar uma discussão psicológica nos moldes de Glen ou Glenda, de um ano antes, onde conseguiu momentos brilhantes.

O Gato Fritz EstrelinhaEstrelinhaEstrelinha½ [Ralph Bashki, 1972]

A amoralidade é o que mais chama atenção na criação de Robert Crumb (o documentário sobre ele é muito bom). Com as garras de Bashki, ela ganha contornos psicotrópicos, que por momentos encantam pela poesia visual, mas que terminam em virtuose exagerada. No entanto, o niilismo impregando nas personagens é sempre um ponto a favor. Um filme bem pornográfico em todas as leituras da palavra.

 

Rollerball – Os Gladiadores do Futuro EstrelinhaEstrelinhaEstrelinhaEstrelinha [Norman Jewison, 1975]

Correndo o risco da impulsividade, é a obra-prima de Jewison, um diretor tão eclético quanto irregular. O misto de setentismo com uma construção visual quase exata de um futuro próximo é especialmente atrativa, mas o que é o melhor aqui é que não há muita intenção em explicar nada. Esses filmes futuro-pessimistas dos anos 70 sempre me pareceram muito encantadores.

 

Jogos Mortais  Estrelinha[James Wan, 2004]

Pífia tentativa de reprisar Seven (David Fincher, 95) no que isso tem de bom e de ruim. Recorre a uma fórmula que mistura choque e violência para tentar parecer original, mas acaba simulando a tática do você-sabe-quem para aparecer. O texto degringola com tanta plenitude a certo momento que é difícil saber o que seria pior. E o diretor e o roteirista deveriam ser presos por dar idéias para os psicopatas de plantão. A ênfase na crueldade demonstra que a diferença dos dois para os malucos assassinos é bem pouca.

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