Antes que me joguem pedras, esta lista não é de filmes ruins, mas de decepções. Decepções para mim. Filmes em que eu apostava bastante e que ficaram aquém do esperado. Todos são, de uma maneira ou de outra, amados por muita gente. Entendo, só não concordo tanto assim.

J. Edgar

5 J. Edgar
J. Edgar
Clint Eastwood, 2011

Clint Eastwood tem grandes filmes e longas meia boca. A biografia de J. Edgar Hoover entra nesta segunda lista. O maior desacerto é defender e exaltar um personagem tão complexo, fazendo uma reflexão superficial sobre quem ele foi. E o trabalho de maquiagem desabona qualquer conquista.

Weekend

4 Weekend
Weekend
Andrew Haigh, 2011

Este filme se propõe a ser um filme gay diferente, tentando fugir de estereótipos e lugares comuns. Mas só consegue isso até certo ponto. Embora dê voltas, o filme esbarra nas mesmas concepções e clichês sobre o amor gay, reproduzindo o discurso que parece querer evitar.

Argo

3 Argo
Argo
Ben Affleck, 2011

A aclamação deste filme é algo que eu não entendo. Sim, é um filme bom, tem uma história excelente, atores competentes, mas o modelo é exatamente igual ao que se faz há 40 anos. Ben Affleck não oferece um diferencial sequer. A sequência do avião é animada, mas não deixa o longa mais do que eficiente.

Intocáveis

2 Intocáveis
Intouchables
Eric Toledano & Olivier Nakache, 2011

É realmente louvável que um filme com uma história como esta não recorra à pieguice nem ganhe ares de exemplo de superação. Os diretores conseguiram achar um tom light bem consensual. Mas daí a achar que este é um grande filme, vai longe. É um trabalho bem corretinho.

Moonrise Kingdom

1 Moonrise Kingdom
Moonrise Kingdom
Wes Anderson, 2012

Hipsters e indies, undergrounders e geeks, nerds e puros de coração, este é pra vocês. Eu amo Três é Demais, amo Tenenmbaums, gosto demais de Zissou, mas acho que Moonrise Kingdom não chega a lugar nenhum. De repente, todas as características dos longas de Wes Anderson – e ele é bem fiel a elas – aparecem sob um spotlight gigante. Tudo é levado ao extremo, desde o comportamento blasé dos personagens às cores da fotografia e direção de arte. O que eu sempre gostei nos filmes do diretor começou a me incomodar. Acho que esse abraço ao fake tem sua proposta, mas eu não consegui comprar a ideia. Quem sabe numa revisão?

Comentários

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7 comentários sobre “Top 5: os filmes mais superestimados de 2012”

  1. É curioso, mas tudo que sempre me incomodou nos filmes do Wes – o comportamento blasé dos personagens, a simetria tão calculada e o proposital e tão estudado artificialismo visual – foi o que me encantou em Moonrise Kingdom…

  2. Nossa, que post bacana. Eu concordo muito com Moonrise Kingdom e Argo. É horrível quando se espera muito de um filme ele apenas passa limpinho pelo seu filtro, sem deixar dentro de você nada de bom. Eu queria muito que Moonrise Kingdom tivesse deixado algo de bom em mim, mas eu realmente não entendi, não absorvi. Como você disse, nos acostumamos tanto a estética, as cores, que elas perderam a intensidade. De qualquer maneira ainda respeito e admiro muito o Wes.

    Já Intocáveis vi muita, muita, muita beleza ali <3
    Continue o excelente trabalho, Chico.

  3. Não vi Weekend e discordo veementemente de Moonrise Kingdom nessa lista, acho um grande filme, um dos melhores do ano pra mim. Do mais, concordo.

  4. Chico, acho que só discordo totalmente de você no caso do MOONRISE KINGDOM, que me encanta pela história de amor infantil hiper-fofa. Gosto de J.EDGAR e ARGO mas acho o primeiro meio decepcionante e o segundo um pouco superestimado mesmo. E INTOCÁVEIS é O FILME SUPERESTIMADO DO ANO, a meu ver, apesar de ter lá umas coisas bacanas.

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